quinta-feira, 3 de junho de 2010





Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.
 
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
 
Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
 
Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e vos amar.
 
Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Faça que minha alma viva de Vós,
E que à ela seja sempre doce este saber.
 
Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.
 
Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente vossa face revelada 
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amem

quarta-feira, 2 de junho de 2010



Mais do que a Encarnação ou a morte na Cruz, o amor de Deus para com os homens manifestado na Eucaristia ultrapassa nossa capacidade de compreensão.
 
 
Corria o ano de 1264. O Papa Urbano IV mandara convocar uma seleta assembleia que reunia os mais famosos mestres de Teologia daquele tempo. Entre eles encontravam-se dois varões conhecidos não só pelo brilho da inteligência e pureza da doutrina, mas, sobretudo, pela heroicidade de suas virtudes: São Tomás de Aquino e São Boaventura.
A razão da convocatória relacionava- se com uma recente bula Pontifícia instituindo uma festa anual em honra do Santíssimo Corpo de Cristo. Para o máximo esplendor desta comemoração, desejava Urbano IV que fosse composto um Ofício, bem como o próprio da Missa a ser cantada naquela solenidade. Assim, solicitou de cada um daqueles doutos personagens uma composição a ser-lhe apresentada dentro de alguns dias, a fim de ser escolhida a melhor.
Célebre tornou-se o episódio ocorrido durante a sessão. O primeiro a expor foi Frei Tomás. Serena e calmamente, desenrolou um pergaminho e os circunstantes ouviram a declamação pausada da Sequência por ele composta:
Lauda Sion Salvatorem, lauda ducem et pastorem in hymnis et canticis (Louva, Sião, o Salvador, o teu guia, o teu pastor com hinos e cânticos) ... Maravilhamento geral.
Frei Tomás concluiu: ...tuos ibi commensales, cohæredes et sodales, fac sanctorum civium (admiti-nos no Céu, à Vossa mesa, e fazei-nos coherdeiros na companhia dos que habitam a Cidade Santa).
Frei Boaventura, digno filho do Poverello, rasgou sem vacilações sua composição, e os demais o imitaram, rendendo tributo ao gênio e à piedade do Aquinate. A posteridade não conheceu as demais obras, sem dúvida sublimes também, mas imortalizou o gesto de seus autores, verdadeiro monumento de humildade e despretensão.

sexta-feira, 21 de maio de 2010



SÃO GABRIEL


"A Maria foi enviado Gabriel, cujo nome significa "Fortaleza de Deus", porque veio anunciar Aquele que, apesar da Sua aparência humilde, havia de triunfar sobre os poderes deste mundo. Convinha, de facto, ser anunciado pela "Fortaleza de Deus" Aquele que vinha ao mundo como Senhor dos Exércitos e poderoso das batalhas" (Hom. S. Gregório Magno, 34, 8-9: PL 76, 1250-1251).
Antes da Anunciação à Virgem, já no Antigo Testamento apareceu ao profeta Daniel a quem revelou a realeza, o poder e a glória do Filho do Homem (cfr. Dn. 8, 15-27). Ao sacerdote Zacarias anunciou, pelo poder de Deus, o nascimento de João Baptista, que deveria preparar os caminhos do Senhor (cfr. Lc. 1, 5-20).
No artigo "Pour mieux vivre en esprit avec les Anges", o autor afirma: "Todos aqueles que se doam pelas mãos de Maria a Jesus, Sabedoria Encarnada, recebem um auxílio suplementar para seu aperfeiçoamento espiritual. A cada dia, ele apresenta à sua Soberana Rainha, o "bouquet" dos "Sim" dessas pessoas, que aceitam, trabalham e oferecem por amor todas as suas misérias e defeitos, para a glória de Deus e a salvação das almas". Devemos invocá-lo para que aumente em nós o amor a Nossa Senhora" (cfr. artº do Prof. Archibald Joseph Macintyre, publicado na revista "Jesus vive e é o Senhor", Set/93, pg. 28).

quarta-feira, 19 de maio de 2010


SÃO RAFAEL ARCANJO

Fazendo uma leitura atenta do Livro de Tobias, vemos como Deus envia o Arcanjo Rafael sob a aparência de simples homem para curara a cegueira de Tobit e libertar Sara do influência diabólica.
O nome Rafael quer dizer "Deus cura" ou "Medicina de Deus" que estende Sua misericórdia do plano espiritual ao físico. Por isso, deve "ser" invocado contra as potências do mal, na cura das doenças e nas deslocações e viagens. Muitos que a ele recorrem, foram bons orientadores de consciências. Eles nos consola nas dificuldades presentes e nos fortalece contra o desânimo e depressão. Quando Deus no-lo envia, sentimos a paz, a tranquilidade e a aceitação do que nos parecia impossível suportar.
É representado por um jovem em traje de viagem, segurando um cajado. A vestimenta de viandante recorda-nos que S. Rafael está sempre disposto " a viajar" em nosso auxílio; o cajado lembra um ceptro, que simboliza poder, apoio e segurança com que ele assiste a todos quantos recorrem ao sue auxílio em suas necessidades" ( cfr. artº do Prof. Archibald Joseph Macintyre, publicado na revista "Jesus vive e é o Senhor", Set/93, pg. 28).
S. Rafael move-nos com um grande zelo pelo desígnio de Deus e com o "coração" cheio de fogo abrasador do Amor Divino. Pudéssemos nós amar a Deus com tal fervor!
Este Arcanjo revela-se como "um dos sete espíritos que assistem ao trono de Deus" ao despedir-se de Tobit e sua família. Está próximo de Deus e ao mesmo tempo pronto para servir e ajudar-nos, bem como para levar as nossas preces diante do Trono Divino. A intervenção de Rafael mostra quão importante é a nossa oração para que os anjos possam actuar. Tobit e Sara oraram profundamente antes que ele viesse.
Possamos nós ter na nossa caminhada rumo à eternidade a presença e o conselho deste arcanjo e dos outros Anjos nossos amigos, a fim de que, por eles protegidos do inimigo, sejamos conduzidos para o fim desejado por Deus. Sejamos também sinais da sua presença na vida dos irmãos, por bons conselhos e pela prática das virtudes cristãs.
Invoquemos São Rafael, pelo poder que lhe foi concedido por Deus:
- em VIAGENS por terra, mar ou ar, pois ele foi protector de Tobias e o defendeu de todos os perigos durante a viagem;
- os ESTUDANTES de qualquer ramo da ciência, pois ele ministrou sábias lições ao jovem Tobias na viagem;
- o PAI e a MÃE de cada família o tenham como conselheiro por causa dos grandes conselhos que deixou à família socorrida antes de voltar para o Céu;
- Os SACERDOTES o tenham como patrono, ora revelando ao mundo o "Pão dos Anjos", símbolo da SS. Eucaristia, ora recomendando a caridade, o jejum e todas as virtudes que devem ornar as almas eleitas de Deus;
- È bom invocar o seu auxílio na escolha de bons e santos MATRIMÓNIOS;
- Na hora presente em que paira denso nevoeiro sobre muitos aspectos da vida humana, é bom clamar seu patrocínio contra a CEGUEIRA corporal e espiritual.
Aquilo que o Arcanjo realizou na família de Tobit de uma maneira visível e sensível, cada um dos Anjos da Guarda o faz, de modo invisível, em favor de quem a ele pede.

terça-feira, 18 de maio de 2010




SÃO MIGUEL ARCANJO

"O nome "MIGUEL" significa "Quem como Deus?". Quando se trata de realizar algum mistério que exige um poder especial, verifica-se que é Miguel o enviado, para dar a entender, pela sua acção e pelo seu nome, que ninguém pode actuar como Deus. Por isso, aquele antigo inimigo, que pela sua soberba pretendeu ser semelhante a Deus, dizendo: "Subirei até ao céu, levantarei o meu trono acima dos astros do céu e serei semelhante ao Altíssimo" (Is. 14, 13-14), será abandonado a si mesmo no fim do mundo e condenado ao extremo suplício. È este que S. João no Apocalipse nos apresenta a combater contra o Arcanjo S. Miguel, que o venceu com o poder de Deus: "Travou-se um combate no Céu" (Ap. 12, 7) (Hom. de S. Gregório Magno, 34, 8-9: PL 76, 1250-1251).
Este Arcanjo é representado como um guerreiro subjugando Satanás. A lança em sua mão simboliza a "FORÇA DE DEUS", com a qual derrota o demónio; o escudo, à luz de S. Paulo significa a "FÉ": "Sobretudo abraçai o escudo da fé, para que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno" ( Ef. 6, 16). A "HUMILDADE" deste Arcanjo vem proclamada no seu próprio nome, pois não coloca a sua confiança em si próprio, mas somente em Deus. "A espada de dois gumes é o símbolo da "PALAVRA" Divina, a qual desfaz a mentira e dissipa a ilusão do pai da mentira que, em sua soberba, a vomita da sua boca para impedir a acção da graça e, desta forma, enganar e perder as almas.
São Miguel envia seus Anjos para auxiliarem os Anjos da Guarda de uma pessoa perseguida ou na iminência do martírio" (Cfr. artº do Prof. Archibald Joseph Macintyre, publicado na revista "Jesus vive e é o Senhor", Set/93, pg. 28).